É muito difícil escrever sobre o Daft Punk pelo simples motivo de que quando começo, me dá uma vontade louca de escutar suas músicas e acabo não prestando atenção às palavras que são digitadas por meus dedos. Mas decidi que tem de ser mais ou menos assim:
write it, cut it, paste it, save it, load it, check it, quick, rewrite it
Não é novidade pra ninguém (ou é, sei lá) que eu comecei a escutar música eletrônica por um de seus subgeneros mais famigerados da atualidade, o psytrance. Apesar de discordar da maioria, que acredita que full on é o estilo menos criativo e mais monótono, dou o braço a torcer quando se trata de outros estilos, inegavelmente mais abundantes quando o quesito é inovação. Alguns amigos meus são indiferentes, não gostam ou odeiam outras vertentes por serem, segundo eles, "lentas", "comerciais", enfim, uma série de adjetivos negativos nem sempre justificados.
-
Eu mesmo, antes de me interessar completamente por esse mundo, ouvia aquilo que esses mesmos amigos gravavam para mim. Então um dia fui numa rave (ó!), e percebi que muitas das músicas eram regravações de velhos sucessos do rock'n'roll, da dance music oitentista e, claro, das mesmas músicas comerciais e lentas da 97,7 FM.
Eu mesmo, antes de me interessar completamente por esse mundo, ouvia aquilo que esses mesmos amigos gravavam para mim. Então um dia fui numa rave (ó!), e percebi que muitas das músicas eram regravações de velhos sucessos do rock'n'roll, da dance music oitentista e, claro, das mesmas músicas comerciais e lentas da 97,7 FM.
-
Bom, em casa eu acabava escutando as músicas com outros ouvidos e foi dessa forma que cruzei os estilos. Um conceituado DJ israelita, Pixel, remixou um tal de Daft Punk (os DJs franceses Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter), nome que me remetia a desenhos animados estilo anime de uma banda esverdeada e, como não, "One More Time", o hit de sei-lá-quantos anos atrás. Desde aquele tempo eu achava legal esse som "de videogame", mas por culpa da minha educação empírica eu dizia que "eletrônica era uma bosta" e me privava de muita coisa que eu pudesse vir a gostar.
Bom, em casa eu acabava escutando as músicas com outros ouvidos e foi dessa forma que cruzei os estilos. Um conceituado DJ israelita, Pixel, remixou um tal de Daft Punk (os DJs franceses Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter), nome que me remetia a desenhos animados estilo anime de uma banda esverdeada e, como não, "One More Time", o hit de sei-lá-quantos anos atrás. Desde aquele tempo eu achava legal esse som "de videogame", mas por culpa da minha educação empírica eu dizia que "eletrônica era uma bosta" e me privava de muita coisa que eu pudesse vir a gostar.
-
O tempo passou e fiquei eu frente a frente com três discos do DP, escutei-os em seguida, diversas vezes, no MP3, no computador, onde conseguia eu botava play nos caras. Descobri, inclusive, que não foi só o israelita citado que remixou o duo francês, mas uma infinidade de artistas de uma infinidade de estilos diferentes. Enfim, Daft Punk é hoje referência máxima quando se trata de música eletrônica de qualidade.
O tempo passou e fiquei eu frente a frente com três discos do DP, escutei-os em seguida, diversas vezes, no MP3, no computador, onde conseguia eu botava play nos caras. Descobri, inclusive, que não foi só o israelita citado que remixou o duo francês, mas uma infinidade de artistas de uma infinidade de estilos diferentes. Enfim, Daft Punk é hoje referência máxima quando se trata de música eletrônica de qualidade.
-
Provenientes de Paris, seus integrantes fazem história e são tratados como realeza por jovens DJs e fãs. Quando primeiro se reuniram, a idéia era criar uma banda de rock e chegaram a fazer shows, mas o "sonho" não durou nem um ano, pelomenos não como idealizado inicialmente. Uma crítica negativa apelidou-os de "punks bobos". E eles adoraram. Para substituir um colega baterista (que, posteriormente, formou outra banda de rock), a dupla apostou nos sequenciadores e sintetizadores de som. Talves nem eles mesmos soubessem que estavam aperfeiçoando todo um estilo de se fazer música quando começaram. Fato é que em pouco tempo o Daft Punk assinou com uma grande gravadora que lhes deu total liberdade de criação e desenvolvimento de projetos para tournes e lançamentos, simplesmentes porque era óbvio e irrefreável o talento e a qualidade do material. Seu primeiro disco, Homework, de 1997, é, ainda hoje, uma das principais influências e "porta de entrada" obrigatória para quem se inicia no mundo da música eletrônica (como eu, por exemplo).
Provenientes de Paris, seus integrantes fazem história e são tratados como realeza por jovens DJs e fãs. Quando primeiro se reuniram, a idéia era criar uma banda de rock e chegaram a fazer shows, mas o "sonho" não durou nem um ano, pelomenos não como idealizado inicialmente. Uma crítica negativa apelidou-os de "punks bobos". E eles adoraram. Para substituir um colega baterista (que, posteriormente, formou outra banda de rock), a dupla apostou nos sequenciadores e sintetizadores de som. Talves nem eles mesmos soubessem que estavam aperfeiçoando todo um estilo de se fazer música quando começaram. Fato é que em pouco tempo o Daft Punk assinou com uma grande gravadora que lhes deu total liberdade de criação e desenvolvimento de projetos para tournes e lançamentos, simplesmentes porque era óbvio e irrefreável o talento e a qualidade do material. Seu primeiro disco, Homework, de 1997, é, ainda hoje, uma das principais influências e "porta de entrada" obrigatória para quem se inicia no mundo da música eletrônica (como eu, por exemplo).
-
O Daft Punk também se destaca por adicionar elementos visuais às suas produções. Suas apresentações são catárticas, seus videoclipes tão bem produzidos quanto qualquer filme de alto orçamento de Hollywood e, o mais importante, o culto à pseudopersonalidade dos artistas os torna seres diferentes. Há pouquíssimos registros da dupla sem seu disfarce habitual (capacetes astronauto-futuristas, máscaras, panos pretos, tudo para esconder o rosto) e o discurso anti Star System (quando o artista é mais prestigiado que sua própria arte) só faz crescer a idolatria de seus fãs. É quase como uma psicologia reversa. E funciona muito bem.
O Daft Punk também se destaca por adicionar elementos visuais às suas produções. Suas apresentações são catárticas, seus videoclipes tão bem produzidos quanto qualquer filme de alto orçamento de Hollywood e, o mais importante, o culto à pseudopersonalidade dos artistas os torna seres diferentes. Há pouquíssimos registros da dupla sem seu disfarce habitual (capacetes astronauto-futuristas, máscaras, panos pretos, tudo para esconder o rosto) e o discurso anti Star System (quando o artista é mais prestigiado que sua própria arte) só faz crescer a idolatria de seus fãs. É quase como uma psicologia reversa. E funciona muito bem.
-
O último álbum do DP, entitulado Alive 2007 (presumivelmente numa referência ao quase honônimo Alive 1997, gravado nesse ano mas só lançado em 2001) mescla remixes de várias fases da carreira e coloca a dupla num patamar acima dos demais companheiros de profissão. Se você gosta de Justice, MSTRKRFT, Para One, etecetera e tal, vai adorar isso, mas se você já chegou ao alcance desses artistas, provavelmente já deve conhecer o Daft Punk - e gostar muito.
-
*mais em http://www.daftpunk.com/
foto: detalhe da capa do album "Discovery", de 2001.