terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Edguy 2009


Após algum tempo, pensei que eu tinha perdido o gosto pelo bom Heavy Metal, mas foi só à menção de que, mais uma vez, uma de minhas bandas preferidas viria ao Brasil que minha cabeça deu um giro de, no mínimo, 180º. São coisas estranhas que a música nos proporciona. Ano passado fui ao show do Iron Maiden e do Avantasia e digo-lhes que a sensação dos dois não foi nem um pouco parecida com as que tive nas apresentações de anos anteriores do Edguy, do Angra, do Gamma Ray, enfim, de outras bandas de metal. Talvez por saber o que esperar e por não ter nada de realmente novo (no caso do Iron Maiden), eu considero até mesmo o show do Nightwish e do Scorpions melhor do que o dito cujo. Enfim, cheguei a cogitar que o meu tempo “perdido” nesse estilo de música havia passado, e isso ocorreu bem quando eu comecei a curtir tantos outros estilos de música, principalmente eletrônica e rock independente.

Engraçado é que, por exemplo, quando ouvia no rádio músicas do Iron, do Black Sabbath, ouvia na casa de amigos alguma faixa do Edguy, eu curtia como louco, como se tivesse voltado três, quatro anos no tempo e estivesse no Espaço das Américas, suando feito um porco, entoando hinos, bebendo litros de cerveja e indo para o bar cumprimentar os caras da banda. Incrível também o fato de eu não relacionar isso com a minha verdadeira persona interior, que nunca deixou de gostar de algum estilo de música, apenas foi adicionando outros.

E então o Edguy lançou um novo disco (o anterior foi bom, mas bem inferior aos primeiros), que, de cara, me fez pensar um “ãhn?”, típico de quem não esperava o que ouvir. E o disco foi deixado de lado até, mais ou menos, um mês antes do show. Quando entrou no meu MP3 para ficar, o Tinnitus Sanctus mexeu comigo. De uma forma que fez com que eu reavivasse meu cadastro no fã clube da banda, comprasse o ingresso para o show e, finalmente, tivesse a certeza de que o metal é uma das fontes primárias da minha vida.

No dia anterior ao show, eu fui encontrar alguns velhos conhecidos dessa turma que se veste de preto e foi tão maravilhosamente legal (apesar das crises de espirro crônicas e inerentes a lugares fechados com muita fumaça de cigarros) que nem me importava mais com o som em si, mas com as situações que esse tipo de som nos traz. Enfim, o show aconteceu numa noite chuvosa, após o empate do Corinthians com o São Paulo,a casa de longe de estar cheia, com bem menos gente do que eu esperava. Lá encontrei esses conhecidos e foi de um prazer tão grande que, realmente, quando as luzes se apagaram e a apresentação começou, eu já sabia que esse seria o melhor show da minha vida.

E, claro, para complementar, o show foi espetacular. Tobias arrebentou com seu meio metro da altura, Jens, virtuoso, me fez perceber que ele é um dos motivos do Edguy existir e atrair tantos fãs adeptos, Eggi com suas palhaçadas, Felix animalmente inspirado e o Dirk... bom, o Dirk é um daqueles caras que devem se sentir “o mais sortudo do mundo” por fazer parte da mágica! As músicas do novo disco ficaram incrivelmente melhores do que no estúdio, as músicas antigas pareciam puxar a energia da galera para se tornarem PODEROSAS o suficiente para fazer até os sentadinhos lá em cima no camarote se levantar – a química perfeita! Enfim, selvagem mais do que o suficiente, como realmente deve ser.

Um comentário:

Unknown disse...

Wunderbar!

Ótimo texto, boa confissão! Legal saber que ainda há uma pequena chama acesa! =]

=***